Congresso se comporta como se Bolsonaro já estivesse eleito

A política tem seu próprio tempo. Embora o calendário eleitoral marque o segundo turno para 28 de outubro, o Congresso já se movimenta como se fosse um fato (não a maior probabilidade) Jair Bolsonaro tornar-se o próximo presidente do Brasil. E mesmo o PT já se coloca como oposição a um governo que ainda não foi eleito.

Evandro Éboli, o mais experiente repórter da equipe da Gazeta do Povo em Brasília, mediu a febre Bolsonaro a partir do ponto mais frequentado da Câmara no momento: o gabinete do deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS).

Bolsonaro já apontou Lorenzoni como seu futuro chefe da Casa Civil. Bastou para dar início à romaria de parlamentares atrás de atenção e, principalmente, espaço em um eventual novo governo.

 

No outro polo da disputa, ao mesmo tempo em que admitem a dificuldade de uma virada de Fernando Haddad, os parlamentares petistas já prometem uma postura de enfrentamento a um Congresso (este sim, já eleito) muito mais à direita que o atual.

 

A busca antecipada por espaço é um movimento natural da política brasileira. O entrincheiramento do PT na oposição para a guerra, também – é o habitat do partido. A questão é como um eventual governo Bolsonaro lidará com isso. Afinal, milhões de eleitores decididos a votar no capitão o farão por enxergá-lo como alguém diferente de tudo que está aí.

 

Leonardo Mendes Júnior,

Diretor de Redação da Gazeta do Povo.

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