DONO DA HAVAN MENTE AO DIZER QUE NÃO TEM NENHUM PROCESSO NA JUSTIÇA

Nenhum texto alternativo automático disponível.NO DIA SEGUINTE À CONDENAÇÃO DE LULA, O EMPRESÁRIO LUCIANO HANG, DONO DA REDE NACIONAL DE LOJAS DE DEPARTAMENTO HAVAN, QUE JÁ FOI CONDENADO POR SONEGAÇÃO E LAVAGEM DE DINHEIRO, DIVULGOU NAS REDES SOCIAIS UM VÍDEO EXIBINDO SUA COMERCIALIZAÇÃO COM UM FOGUETÓRIO. DECIDIDO A DEFENDER SEU CANDIDATO A PRESIDENTE, MANIFESTANTES REALIZARAM UM PROTESTO EM FRENTE A UMA DAS LOJAS A HAVAN EM FLORIANÓPOLIS, LOCALIZADA NO BAIRRO CAPOEIRAS.

Pois bem. Logo em seguida, Luciano Havan divulgou outro vídeo, exibindo um NADA CONSTA. O documento é verdadeiro, mas o teor está longe de afirmar que ele não possui nenhum processo na justiça. Ele tem e muitos. O documento que ele exibe, diz que dentro dos processos aos quais ele responde na justiça (são muitos) NÃO CONSTA nenhuma condenação transitada em julgado. Ou seja, existem sim processos e condenações, mas ele vem se defendendo e procrastinando com ajuda de seus amigos do Judiciário. Na verdade, Luciano Hang é candidato a deputado federal nestas eleições e está fazendo campanha.

Veja também: Novo vídeo de Luciana Oliveira critica foguetório de dono da Havan pela condenação de Lula

O protesto iniciou por volta das 18 horas, quando uma parte do grupo, formado em sua maioria por professores e profissionais liberais, promoveu uma performance teatral dentro das Lojas Havan. Depois de encherem três carrinhos de compras, algumas manifestantes se dirigiram ao caixa. Antes de computar as compras e efetuar o pagamento, uma delas, Margareth Sandrini, professora aposentada e voluntária social, foi “surpreendida” pela amiga Hilma Santos, que a advertiu: “Margarete, quando me contaram que estavas aqui, eu não acreditei. Tu, numa loja de sonegador de impostos? Nunca esperava isso de você!”. Simulando estarrecimento, as três mulheres abandonaram as compras no interior da loja, sob o anúncio de que nunca mais consumiriam na Havan e se juntaram aos demais do lado de fora. Até por volta de 19 horas, os manifestantes sustentaram uma faixa voltada para o lado da via expressa, “meio esfarrapada”, segundo eles mesmos, com os dizeres: “Havan não paga impostos. Sonegar impostos é crime. Moralista sem moral!”. (Entenda o caso:  http://www.mpf.mp.br/sc/sala-de-imprensa/noticias-sc/2004/201101131416500200-acao-penal-do-ministerio-publico-federal-denuncia-megafraude-nas-empresas-havan-blumenau).

https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=680416488748898&id=292074710916413

O EMPRESÁRIO DE R$ 5 BI DE FATURAMENTO

X O PRESIDENTE DE 58 MILHÕES DE VOTO

Na saída do estacionamento, três policiais militares, tendo a frente o capitão Thyago, do 22º Batalhão da Polícia Militar de SC, abordaram os manifestantes Carlos Alberto Fiorenzano da Silveira, e Valdnei Gomes da Cruz. Segundo ambos, eles foram impedidos de sair do local durante pelo menos uma hora, quando foram obrigados a abrir e a assinar um Boletim de Ocorrência contra eles mesmos, sob ameaça de serem presos, algemados e ter o veículo interditado. “Eles começaram numa espécie de constrangimento elegante, solicitando documentos e pedindo que abríssemos o B.O. antes de sairmos. Depois partiram para as intimidações, revistaram o carro, abriram o bagageiro”, conta Carlos, 59 anos, terapeuta aposentado, mestre em Reiki e morador de Águas Mornas.

Caravana do Lula por Minas Gerais. Foto: Ricardo Stuckert

Manifestações de apoio ao ex-presidente por todo o país Foto: Ricardo Stuckert

Valdnei, 36 anos, professor e voluntário do Curso de Pré-vestibular gratuito do PT em Florianópolis, foi ameaçado de ser algemado e levado para a delegacia e de ter o veículo apreendido, segundo confirma o companheiro. “Ficamos perplexos e sem ação. Estávamos apenas manifestando, fora da loja, nosso repúdio contra a hipocrisia deste país onde um cidadão condenado por sonegação de impostos, com intenções de se lançar a governador, promove uma ofensa pública contra o ex-presidente, chamando-o de corrupto e de outras coisas”, indigna-se Valdnei, que foi fotografado e teve os documentos apreendidos. No Boletim de Ocorrência que os dois ativistas se disseram coagidos a abrir contra eles mesmos, ambos foram acusados de “Desordem, com Paralisação/Manifestação de greve de trabalhadores (A apurar)”.

Boletim de Ocorrência que os policiais fizeram os manifestantes abrirem contra eles mesmos por “Desordem/Paralisação/Manifestação grevista de trabalhadores”

Enquanto Carlos e Valdnei eram abordados, três outras manifestantes conseguiram se livrar da abordagem policial para procurar ajuda. Marileia Gomes, servidora da área de saúde, procurou Luzia Cabreira, da Rede Nacional de Adovogados e Adovogadas Populares, segundo quem nenhuma das acusações constituiria crime e que o direito à manifestação era legítimo.
A advogada popular Rosângela de Souza também se dirigiu ao local e orientou-os a abrir um Boletim de Ocorrência por abuso de poder.”Estranho a inversão de valores neste país, onde agentes policiais pagas com dinheiro público, servem como guardas particulares de empresas privadas”, comenta a jurista. “Eles estavam preocupados apenas em cumprir o desejo de vingança da direção da Havan, sem sequer ouvir o nosso depoimento sobre como as coisas haviam ocorrido”, afirma Carlos.

Mesmo sem apoio de entidades ou de partidos, a professora aposentada da Secretaria de Estado da Educação, Margarete Sandrini, afirma que o grupo decidiu fazer espontaneamente o protesto porque não suportou ver seu candidato a presidente escrachado em público por um empresário que, “além de ter sido condenado por sonegação e lavagem de dinheiro, defende uma política entreguista, expressa no culto aos símbolos dos Estados Unidos, país que está roubando as nossas riquezas”. Construídas no formato da Casa Branca, as cem lojas da Havan espalhadas pelo país ostentam na sua entrada réplicas da Estátua da Liberdade com 57 metros de altura, 10 a mais do que a original nos Estados Unidos.

Logo após o julgamento de Lula, no dia 24, o empresário já havia gravado um vídeo convidando a população para uma grande queima de fogos às 13 horas do dia seguinte, num terreno de sua propriedade, em Brusque, no Vale do Itajaí (SC). No vídeo, ele anuncia que o foguetório duraria 13 minutos, em alusão ao número eleitoral do PT, para comemorar a condenação de Lula e a libertação “do maior mentiroso que este país já teve”. Crítico feroz dos programas de inclusão social, acusou Lula de promover uma “política populista e assistencialista”, e de transformar o país numa “experiência fracassada como em outros países comunistas”. Apesar da perseguição ao PT, que acusa de ter “paralisado o país”, o empresário se valeu do aumento no poder de compra das classes baixa e média para multiplicar sua rede, que começou com apenas uma loja em 1980. Esses que hoje ele chama de “petralhas”, sempre foram seus clientes em potencial.

Convidadopor Bolsonaro, no dia 5 de janeiro, a ser vice na sua chapa a presidente da República, Luciano Hang tem aparecido com frequência em colunas políticas sociais na mídia local e nacional atacando fortemente as esquerdas brasileiras por corrupção e populismo. Já manifestou publicamente sua intenção de se candidatar, ora como governador de Santa Catarina, ora como senador, ora como vice de Bolsonaro, sem até agora declarar sua decisão. http://www.oblumenauense.com.br/site/luciano-hang-diz-em-nota-a-condenacao-de-lula-e-a-liberdade-do-brasil/.

Montagem do Diário do Centro do Mundo

Em sentença da Vara Federal Criminal de Florianópolis, no ano de 2008, a Justiça Federal condenou o empresário Luciano Hang, a 13 anos, nove meses e 12 dias de reclusão, além do pagamento de uma multa de R$ 1,245 milhão por crimes contra o sistema financeiro nacional, como falsificação e lavagem de dinheiro http://dc.clicrbs.com.br/sc/noticias/noticia/2008/03/dono-da-havan-recorre-de-condenacao-e-aguarda-julgamento-do-stj-1795294.html. O empresário apelou em liberdade ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre e, num desdobramento obscuro, a pena acabou prescrevendo https://exame.abril.com.br/revista-exame/a-estatua-a-loja-e-os-bilhoes/. Acusado de crimes gravíssimos, o empresário foi beneficiado pela morosidade e complacência da justiça, que não marcou sua sentença até deixar a pena transcrever. Já o ex-preidente Lula, que ele chama de corrupto esfregando a certidão de que sua ficha criminal está limpa, não recebeu o mesmo tratamento: seu julgamento e condenação estão sendo, ao contrário, acelerados em tempo recorde na história da justiça brasileira.

De acordo com a denúncia do MPF, o empresário teria mantido depósitos no exterior sem declaração aos órgãos de fiscalização nacionais. Os depósitos teriam sido feitos em nome de empresas que, segundo a Receita Federal, pertenceriam à Havan, além de outros em nome próprio.
Em outro processo, Hang foi condenado a prisão e a pagar uma multa por não recolher a contribuição previdenciária de funcionários. Ele arcou com a taxa e a prestação de serviços comunitários. O empresário sofreu a execução fiscal de sua dívida ativa em 3 de agosto de 2016, pelo juiz de Direito da Vara de Execução Fiscais do Estado, Elemar Leopoldo Schloesser, da Comarca de Brusque do Tribunal da Justiça de Santa Catarina. Ver processo em: https://www.jusbrasil.com.br/diarios/documentos/369436078/andamento-do-processo-n-0900231-6720168240011-execucao-fiscal-divida-ativa-03-08-2016-do-tjsc?ref=topic_feed.

Com faturamento de R$ 4 bilhões, Luciano Rang pretende chegar a 200 réplicas da Casa Branca em cinco anos e aumentar seu patrimônio para R$ 5 bilhões já em 2017, segundo a revista Exame (Foto)

No segundo semestre de 2017, Luciano Hang já havia assumido seus princípios políticos ditatoriais ao gravar vídeo de apoio ao general Mourão pelas declarações em defesa de uma intervenção militar valendo-se do jargão ordem e progresso sustentado pelo Golpe de 64. A identidade do proprietário das lojas Havan, que lhe conferem um faturamento de R$ 4 bilhões, sempre foi mantida em sigilo, assim como os seus processos criminais. Até que o próprio adorador do império estadunidense saiu em campanha publicitária na grande mídia para se declarar o verdadeiro dono do patrimônio quando, nas vésperas do Golpe de 2016, os “caçadores de petralha” espalharam, entre uma rede de boatos, que o dono das lojas Havan era o filho de Lula. Entre sonegar a propriedade e ver seu império acusado de petista, o hóspede da Casa Branca preferiu sair da moita.

Atualização: Os dois militantes que denunciaram coação e ameaça pela polícia militar registraram queixa à Ouvidoria da Secretaria de Segurança Pública do Estado:

SOBRE A MANIFESTAÇÃO À FRENTE DA HAVAN DA VIA EXPRESSA EM FLORIANÓPOLIS NA TARDE DE HOJE, 25/02.

COMUNICO QUE APÓS O ATO PACÍFICO DE REPÚDIO AO VÍDEO DO EMPRESÁRIO DONO DA REDE DE LOJAS HAVAN QUE COMEMOROU A CONDENAÇÃO DO EX-PRESIDENTE LULA, EU, VALDNEY, O COMPANHEIRO CARLOS FIORENZANO E MAIS DUAS COMPANHEIRAS SOFREMOS
ABUSO DE PODER POR PARTE DE TRÊS POLICIAIS DO 22O BATALHÃO DA PM/SC, QUE FOMOS OBRIGADOS PELOS POLICIAIS A PERMANECERMOS NO LOCAL DA MANIFESTAÇÃO A FIM DE PRESTARMOS ESCLARECIMENTOS POR CONTA DA DENÚNCIA DOS FUNCIONÁRIOS DA LOJA.

ATENDENDO AO CHAMADO DOS FUNCIONÁRIOS, OS POLICIAS EXIGIRAM QUE NÓS ENTREGÁSSEMOS NOSSOS DOCUMENTOS PARA AVERIGUAÇÃO E REGISTRO EM B.O. ALÉM DISSO, SUBMETERAM-NOS A UMA SÉRIE DE PERGUNTAS BASEADAS EM ACUSAÇÕES DE DESORDEM CAUSADA NA LOJA SUBMETENDO-NOS A UMA SITUAÇÃO CONSTRANGEDORA E FORÇADA, POIS TÍNHAMOS PLENA CONVICÇÃO DE QUE NÃO AGIMOS DE FORMA ILEGAL E TAMBÉM TEMÍAMOS PRODUZIR PROVAS QUE NOS INCRIMINASSEM.

INFORMO QUE OS POLICIAS AGIRAM DE FORMA DESPREPARADA, ABUSIVA, QUE ATENTARAM A TODO MOMENTO PARA A DENÚNCIA DOS FUNCIONÁRIOS, QUE FOMOS IMPEDIDOS DE DEIXAR O LOCAL MESMO SEM A TIPIFICAÇÃO E FLAGRANTE DE ATO CRIMINAL E QUE FOMOS TRATADOS COM FALTA DE RESPEITO, DIFERENTEMENTE DO TRATO DISPENSADO AOS FUNCIONÁRIOS DA HAVAN.

INFORMO AINDA QUE UM DOS POLICIAS AMEAÇOU-ME DE SER ALGEMADO E PRESO SE EU CONTINUASSE AUXILIANDO O COMPANHEIRO CARLOS EM SEU DEPOIMENTO, QUE DISSE AO COMPANHEIRO QUE SE ELE NÃO RELATASSE SUA PRESENÇA ALI, QUE ELE MESMO, O POLICIAL, REGISTRARIA O B.O A SEU MODO. EM SEGUIDA, O POLICIAL TRATOU-ME COM DESCORTESIA E EXIGIU QUE EU ME AUSENTASSE. INFORMO TAMBÉM QUE O POLICIAL REGISTROU O B.O DOS FUNCIONÁRIOS BASEADO EM TRÊS ARGUMENTAÇÕES E QUE OS FUNCIONÁRIOS FORAM ATENCIOSAMENTE OUVIDOS EM TODAS AS SUAS QUEIXAS QUE PRESTARAM CONTRA O ATO, DIFERENTEMENTE DE NÓS QUE FOMOS COAGIDOS A TODO MOMENTO, OBRIGADOS A PRESTAR ESCLARECIMENTOS E A PERMANECER NO LOCAL POR QUASE UMA HORA, SEM SALVAGUARDAR NOSSO DIREITO DE PERMANECERMOS CALADOS.

DIANTE DOS FATOS, COMUNICO REGISTRO DE B.O E DENÚNCIA JUNTO À SECRETARIA DE SEGURANÇA PÚBLICA DE SC E À CORREGEDORIA DA PM DO ESTADO EM FACE DO DESRESPEITO E DO ABUSO DE AUTORIDADE AO QUAL FOMOS SUBMETIDOS.

SEM MAIS,

VALDINEI GOMES DA CRUZ

4 comments

  1. Do jeito que petista é mentiroso, duvido que a parte do relato policial seja verdade. Só acontece essas coisas com esse partido!

  2. Bom ganhei um processo contra as lojas Havan mas não me pagaram e agora pediram para penhora de Bens mas as lojas Havan não tem nada no nome da loja seria isto queria que alguém me ecólicase como as lojas Havan e uma potência e não tem nada no nome deles

  3. Nesse paiseco comunista se ele é sonegador dou os parabéns para ele, qualquer empresário inteligente sabe que os impostos morrerão nas mãos de políticos sangue sugas e seus puxa sacos.

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