Milhares de trabalhadores vão às ruas em defesa da democracia e do Estado de Direito

Os desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) confirmaram sentença de 1ª instância contra o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, em julgamento realizado ontem (24). Em reação à decisão, milhares de pessoas saíram às ruas do Brasil para protestar. Em São Paulo, onde ocorreu a maior manifestação, mais de 50 mil manifestantes reuniram-se na Praça da República, Centro da capital paulista.

O julgamento de Lula pela 4ª turma do TRF-4 foi considerado como mais uma etapa do golpe politico em curso no país por líderes sindicais, como o presidente da CUT, Wagner Freitas. Segundo ele, a Central Sindical vai continuar na luta pela retomada da democracia no País e pelo direito de Lula ser candidato a presidente.

Lula participou da manifestação na Praça da República e fez um discurso emocionado. “Não quero que fiquem preocupados com o Lula. Quero que fiquem preocupados com os 210 milhões de brasileiros, sobretudo os trabalhadores que vivem de salário nesse País”, disse.

Lula disse que quer disputar a consciência do povo brasileiro e não a caneta do Poder Judiciário.  Segundo ele, se insistem na propriedade do tríplex, mesmo depois da decisão da juíza Luciana Correa Tôrres de Oliveira, da 2ª Vara de Execução e Títulos do Distrito Federal, que determinou a penhora do apartamento para garantir o pagamento de uma dívida da OAS, ele deve ser ocupado.

Para o presidente da CUT, Vagner Freitas, quem foi julgado no Brasil foi a justiça brasileira e não Lula. “Eles rasgaram a Constituição de 1988 e impuseram a ditadura da toga. E, de maneira irresponsável, colocaram o Brasil num cenário de convulsão social”, disse.

Segundo Vagner, Lula continua sendo o candidato da classe trabalhadora independentemente do julgamento. “Vamos derrubar essa decisão nas ruas e seguir lutando pelos direitos, pela democracia e por eleições efetivamente limpas, com Lula candidato”, disse.

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